SÉRIE – Os 7 (sete) erros mais comuns na proteção de perímetros

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De acordo com a teoria das necessidades humanas, desenvolvida pelo psicólogo Abraham Maslow, sentir-se seguro é uma das necessidades básicas do ser humano, tão importante quanto o alimento. 

Essa busca constante pela segurança, inclusive, foi o que permitiu que a humanidade prosperasse. Com ela, sobrevivemos às adversidades e ameaças, proporcionando o desenvolvimento de nossa espécie.

Dentro desse contexto, uma abordagem ganhou especial importância desde a pré-história até os dias de hoje: a “proteção de perímetros”, também chamada de “proteção perimetral”.

A estratégia por trás dessa abordagem é simples e intuitiva: Se uma ameaça não consegue chegar até você (ou até o que você quer proteger), a segurança está garantida.

Esta proteção é uma necessidade emergente desde o início da humanidade, já retratada no período paleolítico. As pinturas primitivas, encontradas em cavernas, mostram esta como o primeiro abrigo seguro disponível. 

A Proteção oferecida pelas paredes das cavernas, possibilitaram o nascimento da cultura e arte humanas – na forma das pinturas rupestres – permitindo aos humanos primitivos ascenderem na pirâmide das necessidades humanas.

Tal princípio também é utilizado com sucesso por outros seres vivos. A gaivota, por exemplo, constrói seu ninho nas encostas mais inacessíveis, longe de possíveis predadores.

Ninho de gaivota em uma encosta inacessível a predadores.

Algumas abelhas, revestem a entrada de suas colmeias com própolis pegajoso, dificultando o acesso de invasores, prendendo-os em uma armadilha e funcionando como uma cola imobilizante.

Isso nos mostra o quanto o conceito de perímetro seguro transcende a compreensão humana e é parte instintiva de todo ser vivo.

E ainda, essa preocupação com a integridade de um perímetro, isto é, com um espaço onde um ser vivo se insere, armazena seus pertences e se desenvolve, evoluiu lado a lado com a história da humanidade.

No início das grandes civilizações, por exemplo, no vale do Nilo, 2000 anos A.C, foram construídas as “Muralhas do Emir”, para proteção de recursos do Egito e do próprio Faraó. 

Algum tempo depois, Jerusalém iniciava a construção de uma muralha ao redor de toda a cidade, para proteção de seu povo contra invasões de inimigos.

Ruínas de Muralhas antigas no Egito (esq.) e Muralha de Jerusalém (dir.).

A partir disso, inúmeras construções, com estratégias de defesa similares, prosperaram em diversos locais do mundo. Todas com o mesmo intuito de proteger um perímetro conhecido – às vezes, cidades ou territórios de países inteiros – contra ameaças externas.

E quando pensamos nos dias atuais, a proteção perimetral é um dos principais pontos de atenção em uma análise de risco. E isso não apenas em países com maior índice de criminalidade, mas também em países desenvolvidos. 

Para entender essa importância, basta lembrar de que quando mencionamos a “proteção perimetral”, o objetivo real muitas vezes está além da segurança patrimonial.

Em ambientes industriais, a proteção de um perímetro pode estar relacionada à segurança pessoal das equipes que ali trabalham. Assim como pode ser empregada de forma a proteger os recursos, ferramentas ou matérias-primas beneficiadas. 

No setor energético, muitas vezes a proteção perimetral é utilizada de forma a proteger a vida do próprio invasor, potencialmente incauto.

Em instalações rurais ou em locais remotos e de mata fechada, a proteção do perímetro é necessária para evitar a entrada de animais selvagens. Também é utilizada para proteção de insumos, ferramentas e maquinários agrícolas, protegendo plantações (ex: furtos de cabos em irrigadores pivot) ou mesmo gado (evitar o crime de abigeato).

Porém, infelizmente, as aplicações de proteção perimetral, frequentemente, devido à sua diversidade, acabam sendo deixadas em segundo plano. E é neste ponto que diversos erros costumam ser cometidos.

Nesta série de artigos você vai conhecer e aprender a evitar os 7 erros mais comuns na proteção de perímetros.

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